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"O Caminho para os Sete Mares"

245 páginas
Disponível impresso/ebook
Português/inglês




Saiba mais sobre meu livro.

Por Joaquim Maria Botelho, jornalista, escritor e presidente da União Brasileira de Escritores.

Desde os tempos dos fenícios, mestres da navegação, o homem caminha sobre as águas. Os vikings, os chineses, os gregos, os portugueses mais tarde, se aventuraram nos mares, enfrentando a crença da época, de que as águas eram habitadas por monstros, de que o mundo era chato como uma panqueca e acabava em uma imensa cachoeira onde despencariam os navios que arrostavam os deuses. No mundo contemporâneo, a grande figura do aventureiro marítimo é Amyr Klink, que eu tive a honra de entrevistar, nos meus tempos de repórter especial da Revista Manchete, logo depois de sua chegada a Salvador, vindo de cem dias de travessia a remo, desde Dakar, no Senegal. Amyr Klink desafiou os mares. Martinês Rocha de Souza não fez tanto, mas desafiou os seus próprios limites; o que dá quase no mesmo.

Aliás, não podemos dizer que Martinês é um herói, no sentido clássico da palavra. Não lutou batalhas, não chefiou exércitos, não criou um sistema político. Viveu a vida, com toda a intensidade, isso sim. O que faz dele um homem de coragem, um determinado que resistiu muitas vezes à vontade de desistir, quando seguidamente acossado pelo preconceito, pelo desprezo e pela descrença de pessoas próximas. Superou invejas com a filosofia cristã de perdoar e de dar a outra face, quando podia praticar a vingança.

O relato que há neste livro é a história de uma pessoa comum, com qualidades, defeitos, pequenos vícios, humana, enfim. Mas ao mesmo tempo de uma pessoa equipada com a invencível determinação de ser feliz. Encontrou caminhos porque encontrou pessoas e encontrou pessoas porque encontrou caminhos. Onde havia estradas, perguntou como chegar até elas. Onde não havia estradas, foi aprender como construí-las. Esta é a história de um forte. Muita gente pode aprender com essas aventuras.